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AVC infantil: sabe o que é?

por Erica Cristina 0

O AVC  (Acidente Vascular Cerebral)  é uma condição na qual, por falta súbita, repentina  de fornecimento de sangue em algumas ou várias áreas do cérebro, levam a uma  ou várias lesões nas mais diversas regiões, ocasionando em déficits motores na face e nos membros, distúrbios de fala e problemas de movimentação global do corpo.  Comumente visto em adultos, nesta faixa etária, o AVC é  causado normalmente  por complicações de pressão alta (Hipertensão Arterial) e do diabetes. Nas crianças e nos adolescentes as causas são bem diferentes: problemas cardíacos (arritmias e malformações), distúrbios vasculares inflamatórios (doença de Moya-Moya, doença de Kawasaki,  Sturge-Weber),  trauma craniano, tumores, doenças da coagulação e anemia falciforme.

O AVC infantil é definido como o AVC que ocorre do primeiro ano aos 18 anos de vida, preocupa muito por ser uma condição ainda pouco divulgada e tampouco identificada pelos médicos, profissionais de saúde e da educação, exatamente por ser considerada rara e improvável em crianças, o que na realidade é um mito. As sequelas resultantes da própria doença e sua não identificação podem resultar em perda permanente de movimentos e distúrbios cognitivos restringindo, a médio e longo prazo, a autonomia, o desenvolvimento da aprendizagem, a interação social e afetiva da criança. Antes de um ano de vida e,  especialmente na fase pré-natal e perinatal, o AVC é  causado por anóxia neonatal e distúrbios infecciosos, deve-se preveni-lo com planejamento neonatal, pré-natal adequado e suporte pediátrico regular.

Os sinais e sintomas do AVC na infância são variados podendo, de uma hora para outra  ocorrer dor de cabeça, fraqueza, alterações de fala (disartria e/ou afasia), visão dupla ou embaçamento visual, crises convulsivas, tonturas, paralisias de membros inferiores ou superiores de um lado só do corpo.  Em todos os casos devem-se investigar as causas, sendo necessário solicitar exames de imagem cerebral para avaliar localização e magnitude do insulto, apoio de laboratório por equipe médica especializada e encaminhar para reabilitação motora o mais precoce possível.  Na infância, as chances de recuperação e restabelecimento são maiores, pois o cérebro nesta idade ainda permite grande plasticidade e modificação com o advento de novos feixes e conexões para compensar as funções de áreas lesadas e a intervenção precoce é essencial.

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